Demência – O Declínio das Funções Cognitivas

O Que é a Demência?

O termo demência refere-se ao declínio progressivo e irreversível das funções cognitivas, afetando capacidades como memória, atenção, funções executivas e raciocínio. Este quadro pode estar associado a diversas doenças neurodegenerativas, tais como a Doença de Alzheimer, Demência por Corpos de Lewy e doenças desmielinizantes, bem como a condições clínicas como alcoolismo crónico e HIV/SIDA.

A demência distingue-se de outros problemas cognitivos por ser uma condição progressiva que interfere significativamente com a autonomia da pessoa. Dependendo da patologia subjacente, a progressão pode variar de um declínio gradual a um comprometimento severo em poucos anos.

Estágios da Demência

A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica a demência em três níveis de gravidade, que podem ser avaliados através de testes neurocognitivos e entrevistas com os pacientes e familiares.

  1. Demência Ligeira
  • A pessoa continua a realizar atividades diárias habituais e mantém alguma independência.
  • Dificuldade crescente em lembrar-se de informações recentes, como locais onde colocou objetos, compromissos ou detalhes de conversas.
  • Pequenas falhas na atenção e dificuldades na gestão de tarefas complexas.
  1. Demência Moderada
  • A perda de memória torna-se mais grave, impossibilitando a pessoa de viver de forma independente.
  • Apenas rotinas mais automáticas são mantidas, enquanto novas informações são retidas apenas por curtos períodos.
  • Dificuldade em reconhecer a própria identidade, recordar onde mora ou identificar membros da família.
  1. Demência Severa
  • A perda de memória torna-se profunda, afetando tanto a linguagem como a memória visual e emocional.
  • A pessoa não consegue reter novas informações e esquece quase completamente o passado.
  • Perda total da capacidade de reconhecimento de familiares e necessidade de assistência permanente para todas as atividades diárias.

A Influência da Reserva Cognitiva

Um dos grandes mistérios da neurociência é porque algumas pessoas desenvolvem os sintomas da demência enquanto outras, com a mesma patologia cerebral, mantêm um nível funcional mais elevado.

A hipótese da reserva cognitiva sugere que a acumulação contínua de conhecimento e novas aprendizagens ao longo da vida pode ajudar o cérebro a reorganizar-se e resistir melhor ao declínio cognitivo. Esta capacidade permite que o cérebro compense perdas neuronais através da criação de novas conexões neurais.

Como Aumentar a Reserva Cognitiva?

  • Aprender novas habilidades – Dançar, desenhar, tocar um instrumento ou aprender um novo idioma.
  • Treino cognitivo – Exercícios de estimulação mental, como quebra-cabeças e desafios matemáticos.
  • Manter um estilo de vida ativo – Atividades físicas melhoram a oxigenação cerebral e reduzem o risco de demência.
  • Interação social – O envolvimento em atividades sociais estimula o cérebro e promove a saúde emocional.

A Clínica da Mente LAB desenvolve estratégias para a prevenção e gestão da demência, através da estimulação cognitiva e programas de reabilitação neuropsicológica. Acompanhe os nossos conteúdos para aprender mais sobre como fortalecer a mente e retardar o declínio cognitivo!